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O desafio de Dorlei Fontão em Presidente Kennedy

Por Ilauro de Oliveira

11.05.2019

Ex-vereador experiente, homem educado e pessoa simples que pode ser encontrada na roça às seis da manhã entre seus abacaxis e plantação de batata-doce. Esse é Dorlei Fontão, prefeito interino de Presidente Kennedy pelos próximos 60 dias.

Já sabe que não terá vida doce tanto quanto suas batatas que costuma colocar no carro e levar para negociar na Ceasa de Cachoeiro. Ao contrário, terá abacaxis menos doces do que os da sua vizinha Marataizes. São abacaxis característicos de terras kennedenses. O principal deles é manter a unidade do governo Amanda Quinta pelos próximos dois meses. Esse é o grande desafio.

Tenho conversado com Dorlei nesses dias. Apesar de extremamente abatido pela situação da prefeita, a quem ele tem enorme carinho, amizade e lealdade, está cada vez mais consciente de que o seu estado sentimental não pode lhe esmorecer politicamente. Precisa se movimentar nesses dias para não deixar a peteca cair.

Dorlei é parte fundamental nesses últimos seis anos de mudanças significativas na gestão de Presidente Kennedy. Tanto como vice, quanto como vereador da base aliada no primeiro mandato. 

Noves fora problemas de ordem jurídica desta Operação Rubi que envolve atores da atual gestão, Dorlei Fontão faz parte de uma administração que tem entregado uma cidade muito melhor do que era há tempos. Kennedy pode não ser a cidade dos sonhos, mas é uma cidade em evolução, apesar de muita gente querer puxar para baixo.

E o vice-prefeito (agora prefeito interino) tem suas mãos nessa mudança, que é lenta, mas que acontece. Quem é de fora pode até não perceber, mas quem é de lá sabe que o município avança.

A unidade da gestão passa significativamente por um choque de ânimo. É notório o abatimento do secretariado e da população diante do afastamento – e pior, da prisão – da prefeita, pessoa querida por todos.  Mas é aí que entra Dorlei. Precisa ser o condutor de um novo momento de esperança para todos ao seu redor.

O mundo não acaba aqui, o mundo ainda está de pé. O desejo de fazer entregas cada vez maiores e melhores para o povo não é sonho só de Amanda, é sonho de um governo. E o governo é todo mundo. É Dorlei, é cada secretário, é cada pessoa de bem.

O prefeito interino Dorlei está consciente desse desafio. Vai chamar a Câmara de Vereadores a essa responsabilidade também. Vai procurar o Ministério Público, que a rigor, deve ser parceiro importante nesse momento. E vai continuar a interlocução junto ao Governo do Estado, já na próxima semana.

Apesar dos pesares, das tristezas e angústias, não dá para fingir que nada está acontecendo na vida política e pessoal de Dorlei Fontão. Mesmo por vias tortas e totalmente indesejáveis, o destino lhe deu a missão de governar Presidente Kennedy pelos próximos 60 dias.

 É uma tarefa política amparada na Constituição. Mas, mais que tarefa constitucional, precisa ser uma tarefa do coração. E se tem um coração em Presidente Kennedy que conhece o coração do kennedense, esse é o coração do Dorlei.

Como vereador, socorria pessoas para os hospitais em seus momentos de dores. Colocava-as dentro do seu carro e partia para os hospitais mais longínquos. Sua política, e a política de sua vida, sempre foi ajudar as pessoas.

Depois como vice-prefeito continuou fazendo a mesma coisa. Não mudou. Agora poderá continuar ajudando-as, mas de outro lugar: na cadeira de prefeito. Ainda que por apenas 60 dias. Que Deus lhe abençoe!

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“Mas o mundo não acaba aqui / O mundo ainda está de pé / Enquanto Deus me der a vida / Levarei comigo esperança e fé” – Espinheira (Duduca e Dalvan)    

 

 

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Ilauro de Oliveira

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