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Com medo de perder em Itapemirim, ferracismo tenta se abrigar em Marataízes

Por Ilauro de Oliveira

17.09.2019

O que tem em comum Roberto Valadão (MDB), Carlos Casteglione (PT) e Victor Coelho (PSB)?

Todos esses, às suas maneiras e no seu tempo (a contar: 2004, 2008, 2012, 2016) derrotaram Theodorico Ferraço (DEM) em Cachoeiro de Itapemirim e impuseram o fim do ferracismo na cidade.

O que tem em comum os doutores Luciano Paiva (PROS) e Thiago Peçanha (PSDB)?

Os dois, separados e juntos, estão impondo ao ferracismo o vexame de sair às pressas de Itapemirim para não sofrer a terceira derrota consecutiva. Foram elas em 2012 e 2016. Só não será agora porque não haverá confronto.

Os rumores dão conta que a deputada federal Norma Ayub (DEM), mulher de Ferraço e a única figura política com mandato e ainda a se orgulhar de ser ferracista, está de malas prontas para Marataízes. Deve trocar, em breve, seu domicílio eleitoral, numa manobra clara rumo às eleições do ano que vem.

A mudança é vista nos bastidores políticos como tentativa de último refúgio desse modelo administrativo que persistiu por anos em Cachoeiro de Itapemirim e em Itapemirim, mas que hoje não cabe em nenhuma das duas cidades. Modelo que é combatido persistentemente por aqueles que o experimentaram.

Norma Ayub é a imagem nova de um conceito administrativo amplamente combatido, e que busca, derradeiramente, se amparar na última cidade da região Sul que ainda seria capaz de experimentá-lo: Marataízes.

Esse querer ferracista em abrigar-se em Marataízes, como seu último bastião na região Sul, é legítimo devido a boa votação que a deputada Norma teve lá nas últimas eleições: 8.918 votos.

Mas o querer do ferracismo encontra aqui nas palavras de Caetano Veloso um alerta: “...encontrar a mais justa adequação, tudo métrica e nunca dor, mas a vida é real e de viés...”.

Ser bem votada em uma eleição de amplitude estadual não significa necessariamente o mesmo sucesso em um pleito municipal. Consumiriam-se aqui parágrafos para dar exemplos nesse sentido. Na vida como ela é, nem sempre há a justa adequação e pode haver dor.

O ferracismo tem tido seu espaço reduzido drasticamente. Por isso se agarrará em Marataízes para ainda resistir enquanto puder. Se levar a eleição, sobrevive um pouco. Mas é conceito administrativo com os dias contados e já respira por aparelhos. E se perder, será sepultado de vez e definitivamente.

Cachoeiro e Itapemirim já disseram não ao ferracismo várias vezes. Agora, a pergunta que fica é só uma: Marataízes vai experimentar esse modelo administrativo ou o matará no nascedouro? 

Com a resposta a população e as lideranças políticas locais. A depender do rumo que vão tomar, o arrependimento pode custar caro.

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“E eu querendo querer-te sem ter fim / E, querendo-te, aprender o total / Do querer que há e do que não há em mim” – Os quereres – (Caetano Veloso)

 

 

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