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A jovem liderança João Paulo Nali precisa rever estratégias

Por Ilauro de Oliveira

29.10.2019

Com 5 derrotas consecutivas – duas para deputado estadual e três para prefeito –, João Paulo Nali (PTB), jovem liderança política de Castelo, talvez esteja precisando rever seus conceitos.

Já não dá para se aventurar em pleitos eleitorais sem medir os riscos de uma nova derrota. Digo isso porque daqui a exatos 12 meses haverá novas eleições e fatalmente o seu nome será cogitado e colocado à baila como pré-candidato, mas Nali já não tem gordura eleitoral para suportar novo fracasso.

A dificuldade em ampliar seu leque de apoios, independente de saber se as dificuldades são suas ou dos demais atores, deixa Nali vulnerável a cada disputa e as derrotas tornam-se praticamente favas contadas.

O seu eleitorado embora fiel e que sempre vem lhe conferido bom desempenho nas urnas é insuficiente para ganhar uma disputa. Portanto, ou ele é capaz de ampliar essa fatia de eleitores ou precisa pensar 100 vezes antes de outra aventura. Talvez começar pela Câmara de Vereadores seja uma opção...

Eleitor cansa de não eleger seu nome preferido. Em termos mais antigo, chama-se perder o voto. Eleitor não gosta de perder seu voto. Daqui a pouco se cansa de votar em Nali ante sua dificuldade de ganhar eleições.

Em Cachoeiro, o PT de Carlos Casteglione depois de várias derrotas precisou ampliar suas alianças em 2008, chamando para seu palanque o evangélico Magno Malta, na época senador pelo PL. Mesmo contra a cartilha partidária de um partido de esquerda, deu ao senador a vaga de vice-prefeito e chegou à prefeitura.

Esse é apenas um exemplo que mostra a necessidade de, às vezes, rezar em cartilhas alheias para ampliar o eleitorado e vencer. Nali precisa reconhecer  importância de outros atores políticos ao seu redor. E se já reconhece, precisa saber porque não consegue ampliar seu palanque e tê-los consigo.

A jovem liderança castelense não suporta outra derrota. Seu capital político, que é bom, vai reduzir na medida em que não mostra a capacidade de vencer. Ninguém gosta de torcer para time que só perde. É preciso reavaliar estratégias para dar passo adiante.

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Por outro lado, a estratégia de um nome de consenso (no caso Domingos Fracaroli – PSDB) deu certo. Esse cenário já tinha sido ventilado antes da disputa começar e com oito partidos, incluindo o PSB de Renato Casagrande, foi comprovado a eficácia em torno do vencedor.

Muita gente que acreditava ser necessário a continuidade da administração interina de Fracaroli tem agora a responsabilidade de ajudá-lo a governar.

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Em conversa com uma importante liderança política que tem cadeira na Câmara de Castelo, ficou claro que o novo prefeito não terá dificuldade de aprovar projetos e poderá criar tranquilamente um ambiente de governabilidade.

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“Se viveu ou se sofreu / Isso não pertence a mim / Todos tem seu próprio eu / E o eu seu próprio fim /  Não critico a ninguém / Sempre me achei feliz / Pois se eu erro também / Nunca posso ser juiz” – Lágrimas sem júri (Nelson Cavaquinho)

    

 

 

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