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Volta do Rotativo é vitória da democracia e da cidadania

Por Ilauro de Oliveira

03.12.2019

A cultura política de Cachoeiro é a das grandes obras. Quase sempre a população mede o seu gestor pela capacidade de produzir grandes intervenções, ainda que sejam mal acabadas, esquecendo-se que os pequenos feitos são tão importantes quanto.

Calçadas capazes de permitir mobilidade, sem riscos de quedas ou acidentes mais graves como torções, devem ter valor tão significante como uma via bem asfaltada e sinalizada para o uso de veículos. Mas, infelizmente, não funciona assim.

O desejo por feitos grandiosos, alguns curiosamente até inacessíveis para quem deseja, ofusca nosso olhar para as pequenas obras que são imprescindíveis para que um cidadão possa exercer plenamente o direito à democracia.

A volta do estacionamento rotativo em Cachoeiro, que, por força de lei, estava suspenso desde 24 de março de 2016, pode passar despercebido pela maioria, que nem sempre usa, mas é celebrado por aqueles que desejam democraticamente exercer o simples direito de estacionar.

Até esta segunda-feira, dia 2 de dezembro, o cidadão cachoeirense passou mais de três anos sem poder usufruir do simples ato de estacionar tranquilamente seu carro. Ou era obrigado a submeter-se à humilhante relação com os flanelinhas, ou disputar quase à tapa uma vaga na frente de uma loja onde queria comprar, mas se via impedido porque o próprio dono da loja deixou seu carro das 8hs até às 18hs na vaga disponível.

Garantir a operacionalidade do estacionamento rotativo em Cachoeiro não deve ser comemorado pela administração, porque, a rigor, trata-se apenas de uma obrigação. Por mais que tenha dado trabalho, é um ato simples, mínimo, e obrigatório de um governo.

Mas deve ser comemorado por nós, cidadãos, que ainda lutamos por direitos simples e mínimos como estacionar, ter ruas iluminadas, caminhar em boas calçadas e etc e etc. Simplicidade que nem toda gestão consegue executar.

Um governo que deseja ser bom, deve ser bom a partir dos serviços simples, mas que funcionem democraticamente, fazendo grande diferença na vida que quem precisa.  

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“Aquele era o tempo em que as sombras se abriam / Em que homens negavam o que outros erguiam” – Quem me leva os meus fantasmas (Pedro Abrunhosa)

 

 

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Ilauro de Oliveira

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