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O povo não quer palanque oficial; o povo quer a obra

Por Ilauro de Oliveira

30.12.2019

Noves fora a forçação de barra do governador Renato Casagarande (PSB) em querer colocar a todo custo a deputada federal Norma Ayub (DEM) no palanque oficial, o que acabou pegando muito mal para ele, a entrega da reurbanização da orla da praia de Marataízes foi um sucesso.

Não teve palanque oficial. É, não teve. Mas e daí? A quem interessa um palanque oficial sem ser para um político? O povo não está nem aí para palanques oficiais. O que o povo quer mesmo é a obra. É saber se a obra é boa e se atende aos seus anseios. De resto, nada mais importa.

E a obra está linda! Digna de Marataízes e de sua gente. A cidade é outra. E ficará muito melhor ainda quando, em breve, for dada a ordem de serviço para a terceira etapa. Isso é o que importa para quem mora e para quem visita.

O prefeito Tininho Batista (PDT) entra para a história de Marataízes, queiram ou não os adversários e concorrentes políticos. Quanto ao governador, haverá tempo para no futuro se redimir com o povo local e consertar o erro de querer misturar alho com bugalho num momento que era para ser de festa. Puramente de festa.

Era óbvio que não havia espaço para a deputada federal por um motivo simples: a obra não tem verba federal, logo não existe emenda parlamentar dela e que justificasse a sua presença. Essa é a regra política que deveria e deve ser respeitada. Casagrande sabe disso, mas por caprichos e acordos do mundo político não obedeceu ao óbvio.

Lá no íntimo do governador e nos momentos de solidão, onde apenas solitariamente somos capazes das reflexões mais profundas, ele reconhecerá que errou com Marataízes e errou com o prefeito.

Assim como lá no fundo e no íntimo de todo cidadão marataizense, onde em momentos de reflexão costumam imperar o bom senso e a justiça, haverá o reconhecimento de que um prefeito com o DNA 100% de Marataízes foi quem revolucionou a cidade.

O tempo dirá, e não precisará de nenhum palanque oficial para que a justiça, o reconhecimento e o bom senso prevaleçam.

O governador podia ter surfado suavemente nessa onda nova de transformação que Marataízes vive. Mas optou pelas águas turbulentas e por alimentar a sanha de velhos tubarões de uma política carcomida pelo tempo.

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“No novo tempo, apesar dos castigos/ Estamos em cena / Estamos nas ruas / Quebrando as algemas...” – Novo Tempo (Ivan Lins)

 

 

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