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Tininho dá boa largada em ano pré-eleitoral

Por Ilauro de Oliveira

11.02.2019

Cercado de tubarões políticos por todos os lados (Marco Vivácqua, Norma Ayub, Toninho Bitencourt e etc), o governo do prefeito Tininho (PDT), em Marataízes, sobrevive buscando fôlego para disputar uma reeleição.

Para ele, assim como para todos os gestores que podem se reeleger, o terceiro ano administrativo é crucial para mostrar se chega no ano eleitoral em condições de disputa. Então, neste caso, os primeiros meses do período pré-eleitoral determinam o que se esperar do futuro político. E não dá para negar que a largada foi boa.

Tininho, ainda que tropeçando em alguns erros administrativos de uma máquina pouco azeitada, abre 2019 fortalecido ao lado do governador Renato Casagrande (PSB). Embora pareça que a ordem de serviço dada no último sábado tenha sido um evento simples, trivial, e construído a partir do Governo do Estado, a verdade é que a habilidade política do prefeito foi imprescindível para a consolidação de um sonho para a população de Marataízes.

A segunda etapa da urbanização da orla só pôde ser assinada porque o prefeito desceu do palanque eleitoral, se alinhou com a estratégia administrativa do novo governo estadual, e sem olhar para o retrovisor político fez gestão e aperfeiçoou o projeto nos moldes necessários.    

Desde quando o Governo do Estado anunciou a suspensão dos convênios assinados nos últimos três meses do Governo Paulo Hartung, o prefeito ao invés de questionar ou lamentar a decisão, como outros prefeitos fizeram, optou por atender, trabalhar e superar os entraves para que a população e a cidade ganhassem.

De peito aberto e auxiliado pelos parceiros políticos certos, foi ao Palácio Anchieta na busca do que poderia ser melhor. E conseguiu. Dado o passo político, tão fundamental dentro da política, consolidou-se também o passo técnico, via secretaria de Obras. E a Prefeitura de Marataizes que vinha trabalhando incessantemente para não perder o recurso da segunda etapa da urbanização da Praia Central, não perdeu.

Embora reconhecimento seja algo quase sempre inatingível no mundo político, mesmo os adversários haverão de reconhecer, em algum tempo, que o investimento de R$ 9.785.794,81 só foi possível ser mantido em Marataizes graças à habilidade e humildade política do prefeito Tininho.

Mas isso por si só coloca o prefeito em condições de reeleição? Obviamente que não. É preciso fazer o dever de casa, algo que me parece que Tininho ainda tem deixado a desejar. Político não pode ser apenas homem de grandes feitos, há que se cuidar das pequenas obras, cuidar de saúde, de educação e etc...Mas é inegável que a aliança com Casagrande foi um grande feito político e administrativo.

O que fica caracterizado após esse evento de sábado é que o prefeito inicia o terceiro ano, tão crucial para quem pensa em se reeleger, com o pé direito. Metaforicamente falando, é como se após uma partida morna durante o primeiro tempo, ou seja, durante os dois anos iniciais, o governo Tininho abrisse o segundo tempo fazendo um gol de placa. Mostra com isso que no seu segundo tempo, ou nos dois anos que restam, ainda terá muito jogo para ser jogado. A partida continua...  

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Chamou a atenção no evento de sábado a presença dos vereadores William Duarte e Erimar Lesqueves juntos no palanque. Eles são adversários locais. Há quem diga que isso tenha sido obra do prefeito Tininho.

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”Um país que perdeu a identidade / Sepultou o idioma português / Aprendeu a falar pornofonês / Aderindo à global vulgaridade / Um país que não tem capacidade / De saber o que pensa e o que diz / Que não pode esconder a cicatriz / De um povo de bem que vive mal / Pode ser o país do carnaval / Mas não é com certeza o meu país” – Meu País (Zé Ramalho)

 

 

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