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Doação de órgãos: quatro em cada 10 famílias dizem não

Mais de 30 mil pessoas estão na fila para transplante no país

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TransplanteO mês de setembro é dedicado à campanha “Setembro Verde”, que conscientiza sobre a importância da doação de órgãos. No Brasil, a cada 10 famílias, quatro se recusam a doar órgãos de pacientes com morte cerebral. A proporção é a mesma no Espírito Santo.
Em entrevista à CBN Vitória, o coordenador da Organização de Procura de Órgãos do Hospital das Clínicas da USP, o médico Leonardo Barros, fala sobre o processo de doação e as principais dificuldades enfrentadas por quem está na fila de espera por um órgão. Confira trechos na entrevista abaixo:
Conscientização
"Existe um número enorme de pessoas no país e no mundo esperando um órgão. Apesar de alguns poderem ser doados em vida, como rim e o fígado, outros como coração e pulmão necessitam de doadores em situação de morte encefálica. Por isso é tão importante fazer essa campanha e conscientizar as pessoas para que elas conversem com as famílias sobre o desejo de ser um doador caso aconteça a morte encefálica."
Recusa
"Em alguns Estados, a recusa das famílias para doar um órgão chega a 70%. No Brasil, a média é de 40%, ou seja, a cada 10 famílias perguntadas sobre doação, em casos de morte cerebral, 4 dizem não. Por isso, ainda existe uma grande perda de órgãos viáveis para transplante. E a necessidade é grande, são mais de 30 mil pessoas aguardando um órgão."
Falta de estrutura
"Vários Estados ainda não têm equipes para fazer transplantes. O Sistema Nacional de Transplante vem estimulando a profissionalização de pessoas para trabalhar com transplante, mas para formar um cirurgião que realize um transplante de coração, por exemplo, são necessários anos de formação. O Ministério da Saúde tem feito várias campanhas para levar equipes de transplante para todo o Brasil, mas para isso acontecer, é necessário que aumente o número de doadores. Não existe equipe de transplante se não houver demanda."
Órgãos
"O órgão mais aguardado, com mais pessoas na fila de espera, é o rim. Isso porque existe uma terapia de substituição renal, que é a diálise. Então, quando para de funcionar, ele não morre, mas fica na diálise até que o paciente consiga outro rim. Em seguida vêm fígado, pâncreas, coração e pulmão."
Doadores vivos
"Fazer uma doação de órgão em vida é uma decisão muito pessoal. A lei brasileira permite doar para pessoas aparentadas até terceiro grau. Já para não aparentados precisa de autorização judicial, porque não deixa de ser uma mutilação. Se você decide doar um rim seu enquanto jovem e tiver um problema futuro, você não vai ter aquela reserva, então a chance de entrar em diálise é maior, por isso existe esse cuidado para permitir a doação."
Decisão
"Quando você se torna um doador, você está ajudando várias pessoas e se ajudando no futuro. É importante conversar com as famílias sobre isso, porque facilita a decisão delas."
fonte http://www.gazetaonline.com.br/

 

 

 

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