Hospitais precisam aumentar média de doadores de sangue

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Fotos: Divulgação

Ailton Weller

 

Com uma média de doações entre 15 a 35 por dia, quando o ideal seria de 60, segundo Gláucia Canal, enfermeira do banco de sangue, do hospital Evangélico, a instituição recorre ao ato voluntário para manter o atendimento aos pacientes. “Os estoques, que atendem a demanda de 16 municípios do sul do estado precisam de renovação constante, pois o prazo de validade do material coletado é curto, em alguns casos, como a plaqueta, é de apenas uma semana. Por isso precisamos sempre contar com a solidariedade da população”, apela.

 

Gláucia destacou o atendimento aos pacientes oncológicos que dependem da plaqueta (células sanguíneas produzidas na medula óssea e que atuam na formação de coágulos de sangue, a fim de impedir uma hemorragia sempre que houver necessidade), além das demais internações por problemas renais, cirurgias cardíacas, entre outros procedimentos. “A gente pede que a pessoa venha de forma espontânea e não apenas quando um parente se encontra em tratamento hospitalar. Existem casos que os familiares e amigos se mobilizam e muitos se juntam para doar, mas depois há um esvaziamento nas doações que, num determinado momento, servirão a qualquer paciente. Daí a necessidade de manter doadores ativos para que possamos fracionar o material coletado”, contou.

 

Santa Casa

 

Referência em ortopedia e traumatologia, no sul do estado, o hospital carece de doações dos tipos A negativo e O negativo segundo informou a enfermeira supervisora do banco de sangue, Cíntia Pimenta, que fez a mesma observação da responsável pelo setor no Heci. “Por vezes, as doações superam a demanda de acordo com o prazo de validade dos derivados do sangue (plasma, plaqueta e hemácia) que possuem curto tempo de ‘vida’. Em outros casos, existe a escassez de voluntários”, comentou.

 

“Devido as campanhas que realizamos nos últimos meses, o banco de sangue ficou estabilizado, mas no limite, pois a reposição é necessária diariamente. As doações não podem cair no esquecimento ou apenas quando a pessoa tem algum familiar precisando”, explicou.

 

Quem pode doar


Para doar sangue é preciso ter de 16 a 69 anos de idade, sendo que a primeira doação deve ser feita obrigatoriamente até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis.


Caso o voluntário tenha almoçado, o procedimento deve ser feito após três horas. Doadores frequentes não podem deixar de obedecer ao intervalo entre cada doação, que deve ser de dois meses para homens e de três meses para mulheres.


O interessado deve apresentar um documento original com foto, preencher um cadastro com informações básicas e responder a um questionário. Em seguida, passará por triagem para examinar sinais vitais como pressão, pulso e temperatura.

 

Além da doação de sangue, os interessados podem doar plaquetas. Para ser doador de plaquetas, é necessária uma triagem de pré-requisitos específicos. Esta doação pode ser realizada uma vez por mês, diferentemente do tempo que deve ser respeitado entre as doações de sangue.

 

Serviço:

 

Heci: (28) 3526-6232

Santa Casa: (28) 2101-2123

 

Horário de atendimento
segunda a sexta-­feira de 07h00 às 16h00
sábados de 07h00 às 11h00

fonte http://www.jornalfato.com.br/

 

 

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