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Retirada de trilhos enfrenta resistência

Pessoas ligadas ao turismo e cultura criticam a tentativa de extinguir a estrada de ferro que corta o município

Por | 16.04.2018

 

Prefeito alega que traçado inutilizado não atende mais os interesses da economia regional e atrapalha o trânsito da cidade Marcos Debona

A decisão do prefeito de Vargem Alta, João ChrisóstomoAltoé, de pedir em Brasília a retirada dos trilhos centenários que cruzam o centro do município não foi bem recebida por pessoas ligadas ao turismo e cultura da região. A ferrovia foi construída no final do século XIX.

Na última quarta-feira, o prefeito se reuniu com o diretor-presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mário Rodrigues Júnior, um encontro intermediado pela senadora Rose de Freitas.

Um dos que discordam da retirada dos trilhos é o presidente da ONG Caminhadas e Trilhas -Preserve, João Luiz Madureira Júnior. Entusiasta da linha férrea, ele acredita que a ferrovia representa um passado de desenvolvimento e que pode ser explorada culturalmente e turisticamente.

"Em todas as cidades, o que se fala é sobre esse transporte limpo que é a ferrovia. O mundo todo fala em ferrovia. Não podemos seguir na contramão. Nossa ferrovia pode ser usada no transporte de passageiros", defendeu.

O historiador e estudioso do modal ferroviário de transporte, Paulo Henrique Thiengo, disse que ficou perplexo ao saber da notícia. Ele lembrou que o prefeito anterior, João Bosco Dias, chegou a ir com uma comitiva de prefeitos a Brasília justamente para pedir a manutenção da ferrovia.

A viagem ocorreu em 2013. Na época a ANTT havia publicado resolução para desativar a linha férrea. A agência voltou atrás em sua decisão.Paulo lembra que naquela ocasião a senadora Rose de Freitas, na época ainda como deputada federal, abraçou com entusiasmo a causa dos prefeitos.

"Defendo a manutenção da atual ferrovia, no trecho entre Ururaí e Vitória, para o estabelecimento de um corredor de desenvolvimento entre os municípios do interior, entre Campos e Vitória, justamente visando contrapor o que será implantado no litoral, com a construção da Ferrovia Litorânea e o Porto Central", defendeu Thiengo.

O historiador acredita que se a ferrovia que passa pela região serrana for conectada à Litorânea irá fornecer infraestrutura para a implantação de novas empresas e, com a implantação de um trem de passageiros regional, garantirá fluxo de pessoas e riquezas ao longo deste corredor de desenvolvimento.

"Numa região que caminha para a mudança do viés econômico de agrícola para turístico, retirar uma espetacular atração turística é uma temeridade", defendeu Thiengo, que redigiu e distribuiu manifestos pela permanência da ferrovia.

 

Pontos de vista

 

Desenvolvimento

"Defendo a manutenção da atual ferrovia, no trecho entre Ururaí e Vitória, para o estabelecimento de um corredor de desenvolvimento entre os municípios do interior"

Paulo Thiengo, historiador e estudioso do modal ferroviário de transporte

 

Transporte

"Em todas as cidades, o que se fala é sobre esse transporte limpo que é a ferrovia. Não podemos seguir na contramão. Nossa ferrovia pode ser usada no transporte de passageiros"

João Luiz Madureira Júnior, criador da ONG Caminhadas e Trilhas - Preserve

fonte http://jornalfato.com.br/

 

 

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