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DEM se movimenta em busca de protagonismo

De olho em 2019 e na permanência como presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia articula alianças com pré-candidatos

Por | 14.06.2018

 

Brasília - O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, se encontrou hoje (25) com o presidente interino do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.(Antonio Cruz/Agência Brasil)

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Sem superar os 2% nas pesquisas de intenção de voto para presidente da República, o presidente da Câmara dos Deputados (DEM-RJ), Rodrigo Maia, insiste na candidatura. De um lado, faz conversas sobre aliança com o também pré-candidato Geraldo Alckmin. De outro, faz o mesmo com o presidenciável Ciro Gomes (PDT), dono de perfil bem diferente do tucano.

Como não consegue se mostrar competitivo, analistas avaliam que Maia está mesmo interessado é nas possibilidades para ele mesmo em 2019.

Maia preside a Câmara desde 2016, em razão da renúncia de Eduardo Cunha. Continuou na função ao vencer a eleição realizada em fevereiro do ano seguinte. De lá para cá, ganhou protagonismo nos debates nacionais.

Ganhou destaque também ao transitar junto ao chamado "centrão", o conjunto de deputados de partidos sem ideologia clara, suscetíveis a mudanças nos posicionamentos – costumeiramente confundidos com fisiológicos e adesistas.

Para o cientista político da UnB Antônio Flávio Testa, o interesse de Maia é reeleger-se deputado federal e, principalmente, reeleger-se presidente da Câmara. Para isso, tenta se manter ativo na corrida presidencial para vender, politicamente, o apoio do seu grupo e do seu partido.

DIÁLOGO

Mantendo diálogo com atores diferentes, ele preserva o perfil articulador.

"Não tem cacife para se viabilizar candidato a presidente da República. Primeiro, tem que se reeleger deputado para depois viabilizar candidatura à presidência da Câmara. Se conseguir isso, passa a ser a figura proeminente, o grande articulador. Claro que vai depender de quem vai ser o próximo presidente, mas independentemente disso, o centro será o grande grupo em torno do próximo governo", comentou Testa.

E a tendência é que o presidente da Câmara seja ainda mais fundamental para a governabilidade no governo que entra em 2019. É que há um risco de aprofundamento da fragmentação partidária no plenário. Assim, seria ainda mais complexa a tarefa de negociar as votações.

Projetos considerados fundamentais ficaram para o próximo governo e PECs só são aprovadas com a votação de dois terços dos deputados.

DESISTÊNCIA

Na avaliação do cientista político da PUC-Rio Ricardo Ismael, é questão de dias até Maia anunciar que está abrindo mão da candidatura ao Planalto. Em seguida, passará a focar na reeleição para deputado e para o comando da Câmara.

"O Congresso deve ser muito solicitado no primeiro ano de governo. Há uma série de reformas que o Congresso precisa aprovar e o papel dele será importante. Maia tem a vantagem de ter adquirido experiência, de saber comandar os trabalhos da Câmara. Mostrou competência nesse aspecto", frisou Ismael.

O DEM anunciou nesta quarta-feira (13) apoio à candidatura de João Doria (PSDB) ao governo de São Paulo. O partido tinha um pré-candidato naquele Estado.

A definição indica a tendência de o DEM estar com Alckmin, aliadíssimo de Doria no ninho tucano. Mesmo assim, Rodrigo Maia tem dito que os diálogos seguem em aberto.

Para ele, a oposição nacional está melhor posicionada. Por isso, dialoga com Ciro Gomes. Admite que uma aliança com o pedetista não é tão provável, mas deixa em aberto as possibilidades para segundo turno.

"No segundo turno, dependendo das opções, Ciro será opção clara", afirmou Maia, nesta quarta-feira (13).

ALIANÇA É SONHO DE GERALDO ALCKMIN

O ex-governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, reiterou nesta quarta-feira (13) a intenção de ter o DEM em seu arco de alianças para a eleição deste ano.

"É tudo que queremos", disse, quando questionado sobre o andamento das negociações com o partido do também presidenciável Rodrigo Maia.

"Enquanto tiver candidato, nós respeitamos. Mas se pudermos estar junto lá na frente, é tudo que queremos", declarou o presidenciável tucano após participar de um congresso de prefeitos organizado pela Federação Catarinense de Municípios.

Além dele, aceitaram o convite para participar do evento Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), Aldo Rebelo (SD) e João Vicente Goulart (PPL).

O tucano, que enfrenta um clima de descrença sobre sua viabilidade eleitoral entre aliados e membros do próprio partido, minimizou atritos com lideranças do PSDB.

"Está muito bem (a situação com o PSDB). Aliás o Fernando Henrique Cardoso está nos ajudando muito até nessas articulações com os outros partidos", disse.

Alckmin frisou que a legislação mudou e os anúncios devem ser feitos apenas no final de julho. "Esse período agora é para percorrer o Brasil, ouvir, conhecer e sentir os problemas."

fonte https://www.gazetaonline.com.br/

 

 

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