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Sobe para 106 o número de casos confirmados de malária no ES

Nesta segunda-feira (6), a Prefeitura de Vila Pavão decretou situação de emergência em Saúde Pública em razão do surto de malária na cidade

Por | 09.08.2018

 

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) confirmou o aumento do número de casos de malária no Espírito Santo. Segundo os novos dados, divulgados nesta quarta-feira (8), há 106 infectados, sendo 80 em Vila Pavão e 20 em Barra de São Francisco. Uma morte por causa da doença também foi confirmada pela Sesa.

A suspeita, segundo a prefeitura de Vila Pavão, é de que a malária tenha ido para Vila Pavão levada por familiares de pessoas que vivem na região norte do País (Acre, Rondônia, Amazonas), que foram ao município visitar parentes ou os próprios moradores que tenham ido e voltado.

Situação de emergência

Nesta segunda-feira (6), a Prefeitura de Vila Pavão decretou situação de emergência em Saúde Pública em razão do surto de malária na cidade. Por conta disso, foi criada a Sala da Situação, com o objetivo de monitorar as ações administrativas de combate à doença.

A medida foi tomada pela Administração Municipal para ampliar as equipes que estão trabalhando no combate e monitoramento da doença.

Malária

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa uma letalidade mais elevada que na região Amazônica.

Sintomas

Os sintomas são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça,que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem estas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

Toda pessoa pode contrair a malária. Indivíduos que tiveram vários episódios de malária podem atingir um estado de imunidade parcial, apresentando poucos ou mesmo nenhum sintoma no caso de uma nova infecção.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispnéia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque, hemorragias, entre outros sinais.

Transmissão

A malária é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Estes mosquitos são mais abundantes ao entardecer e ao amanhecer. Todavia, são encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa. Ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente a outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Apenas as fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles são capazes de transmitir a malária. O período de incubação da malária varia de acordo com a espécie de plasmódio.

Prevenção

Entre as medidas de prevenção individual estão: uso de mosquiteiros, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas e uso de repelentes.

Já as medidas de prevenção coletiva contra malária são borrifação intradomiciliar, uso de mosquiteiros, drenagem, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho e uso racional da terra.

Não existe vacina contra a malária. Algumas substâncias capazes de gerar imunidade foram desenvolvidas e estudadas, mas os resultados encontrados ainda não são satisfatórios para a implantação da vacinação.

Tratamento

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; além da gravidade da doença. Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

 

Confira a fonte original do Folha Vitoria, clicando aqui.

 

 

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