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Mais da metade dos municípios capixabas não tem plano de saneamento

A pesquisa do IBGE mostrou ainda que, em 2017, dos 78 municípios, 41 deles (53%) registraram endemia ou epidemia de algum tipo de doença associada à falta de saneamento básico

Por | 20.09.2018

 

Em 2017, dos 78 municípios, 29 municípios (37,2% do total) possuíam Plano Municipal de Saneamento Básico, regulamentado ou não

Foto: Reprodução/Web

Mais da metade dos municípios do Espírito Santo não tinham Plano Municipal de Saneamento Básico em 2017, ou seja, 49 cidades (63%). Os dados fazem parte do levantamento divulgado nesta quarta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O diagnóstico faz parte da pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic), com dados fornecidos pelo poder público. O plano é onde o gestor faz um diagnóstico da situação do saneamento e elenca metas para a universalização do acesso aos serviços essenciais.

Em 2017, dos 78 municípios, 29 municípios (37,2% do total) possuíam Plano Municipal de Saneamento Básico, regulamentado ou não. Em 2011 esse número era de apenas seis municípios. Enquanto isso, 13 não têm e 36 estão sendo elaborados.

O índice capixaba de municípios que não possuem plano de saneamento ou que estão em elaboração é maior que a média nacional. Enquanto no Estado isso representa 63% das cidades, no Brasil a porcentagem é de 58,5%.

DOENÇAS

A pesquisa do IBGE mostrou ainda que, em 2017, dos 78 municípios, 41 deles (53%) registraram endemia ou epidemia de algum tipo de doença associada à falta de saneamento básico. Entre eles estão os municípios da Grande Vitória.

A endemia é quando uma doença existe constantemente em determinado lugar, independente do número de indivíduos por ela acometidos. Já a epidemia é quando a doença surge rapidamente e acomete grande número de pessoas.

As doenças citadas foram diarreia, leptospirose, verminoses, cólera, difteria, dengue, zika, chikungunya, tifo, malária, hepatite, febre amarela, dermatite, doença de aparelhos respiratório e outras.

A dengue foi a doença mais citada entre os municípios (73%), seguida por diarreia (53%) e verminoses (53%).

Dos municípios que possuem doenças associadas à falta de saneamento, oito cidades não possuem o plano de saneamento. São elas:  Barra de São Francisco, Conceição da Barra, Jaguaré, Laranja da Terra, Montanha, Mucurici, Ponto Belo e Presidente Kennedy.

O coordenador da pesquisa Munic, Sérgio Gago Amaro, esclarece que os índices capixabas seguem a mesma direção do restante do Brasil. No entanto, ressalta que eles precisam melhorar, principalmente no interior do Estado, onde estão a maioria dos casos. 

Para ele, muitas doenças poderiam ser evitadas com o plano e sua execução. “A proliferação das doenças é justamente devido a falta de saneamento. O Brasil tem melhorado seus números, mas precisa caminhar muito mais”.

O engenheiro ambiental Bruno Navarro explica que o plano saneamento básico possui quatro pilares: tratamento da água, de esgoto, resíduos (coleta seletiva e destinação correta) e drenagem.Ele comenta que muitos municípios não o elaboraram devido a falta de recursos humanos e financeiros.

“A responsabilidade de elaboração do plano é de cada município, mas muitos não o desenvolvem. Dessa forma, os governos e municípios tratam as doenças, mas deixam de agir na causa delas”, disse.


Confira a fonte original do Gazeta Online, clicando aqui.

 

 

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