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Tenente-coronel acusado de dar carteirada em blitz é promovido a coronel da Polícia Militar no ES

José Dirceu Pereira foi absolvido da acusação em 2016, após decisão do Conselho Especial de Justiça da Polícia Militar. MPES ainda recorre da decisão

Por | 06.12.2018

 

O tenente-coronel da Polícia Militar, José Dirceu Pereira, afastado do cargo em 2013 acusado de dar carteirada durante uma blitz na Capital, foi promovido ao posto de coronel. De acordo com o Diário Oficial desta quarta-feira (05), a promoção se deu por meio de uma decisão judicial.  

Após o ocorrido, ele chegou a ser afastado do cargo de assessor jurídico do Comando Geral da PM, em outubro de 2013. Meses depois,  o tenente-coronel passou a exercer uma nova função no Centro Administrativo da Polícia Militar e recebeu um aumento de salário. 

Em maio de 2016, ele foi absolvido da acusação após decisão do Conselho Especial de Justiça da Polícia Militar e, após a divulgação da sentença, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informou que recorreu da decisão, por meio da Promotoria de Justiça junto à Auditoria Militar.

Procurada pela reportagem do jornal online Folha Vitória, a Polícia Militar informou, por meio de nota, que os critérios que tratam da promoção de oficiais da PMES estão elencados na Lei 848/2017 e destacou ainda que, em relação à determinação judicial, em um Estado democrático de direito, as ordens emanadas do poder judiciário são cumpridas em sua totalidade.

Relembre o caso
O tenente-coronel foi parado em uma blitz da lei seca que aconteceu na Avenida Nossa Senhora da Penha, próximo a uma boate, em Vitória, no dia 13 de outubro de 2013. Em uma gravação feita pelos próprios policiais militares é possível ver o coronel sem cinto de segurança. Assim que parou o veículo, ele se identificou como coronel e, após ser abordado pelos militares, se irritou, se recusou a passar pela fiscalização e foi embora dirigindo.

Depois de ir embora, o tenente-coronel ligou para o Ciodes e solicitou que o boletim de ocorrência feito pelos militares do Batalhão de Trânsito fosse cancelado. Ele ainda procurou o Ministério Público do Estado para denunciar os policiais que o abordaram e disse que foi humilhado.

O chefe da corregedoria da Polícia Militar negou que o boletim de ocorrência tenha sido cancelado e disse que foi aberto um inquérito militar para apurar a ocorrência. Os policiais denunciados pelo tenente continuam exercendo suas funções normalmente e não devem ser afastados do cargo.

No dia 30 de outubro, o coronel foi afastado do cargo de assessor jurídico do comando geral. Já no dia 27 de novembro, o tenente passou a exercer uma nova função no Centro Administrativo da Polícia Militar e recebeu um aumento de salário.


Confira a fonte original do Folha Vitoria, clicando aqui.

 

 

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