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Conheça as propostas do delegado eleito para o seu primeiro mandato na Assembleia

Por | 08.01.2019

Foto: Tati Beling

Fonte: Ales

O portal da Assembleia Legislativa (Ales) dá continuidade à série de entrevistas com os novos deputados estaduais (Legislatura 2019-2023), trazendo nesta as posições de Lorenzo Pazolini (PRP). Delegado de polícia, Pazolini foi eleito para o seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa com 43.293 votos, sendo o segundo deputado mais votado em 2018.

Titular da Delegacia de Proteção á Criança e ao Adolescente, o futuro parlamentar promete um mandato voltado para a questão da segurança pública, pois considera a violência o principal desafio de um Brasil que “o cidadão não consegue sair de casa com tranquilidade”. Confira a entrevista.

Quais serão suas bandeiras na Assembleia Legislativa?

Vamos trabalhar, sobretudo, com a questão da segurança pública. Ou seja, proteção à vítima, combate ao crime, combate à impunidade e proteção às nossas crianças. Nós temos que superar esses índices de estupro, violência sexual. Temos que diminuir isso, é um reclame, a sociedade não aguenta mais. Assim como os crimes contra o patrimônio. Então, nós vamos brigar firmemente por isso. Lutar com tranquilidade, com calma. Mas essa será, sem dúvida, a nossa bandeira.

Atendimento à vítima também é fundamental. Precisamos melhorar o atendimento prestado à vítima. O cidadão que é preso, o criminoso, recebe atendimento médico, psicológico, recebe atendimento de uma nutricionista, assistente social. Precisamos garantir à vítima, no mínimo, um atendimento igual ao que esse criminoso recebe assim que ele entra no presídio.

Além disso, temos que trabalhar a questão do feminicídio, a questão da mulher. Garantir que a família esteja bem. Porque quando a família não está bem, o reflexo social é muito grande. Então, (temos que trabalhar) o fortalecimento de vínculos sociais e proteção à família.

Violência e insegurança. O senhor acha que esses são os principais desafios do Estado hoje ou tem mais algum tema que é um desafio para o Espírito Santo?

A campanha eleitoral comprovou que a questão da violência, hoje, é o principal desafio do Brasil. O cidadão não consegue sair de casa com tranquilidade. Ele não consegue ir ao shopping, não consegue levar o filho à escola, ir ao cinema, à igreja. Concomitante a isso, precisamos melhorar nossos índices na educação e na saúde. E, acreditamos, temos certeza, que há condições para isso, com criatividade, inovação, dialogando, ouvindo e interagindo. Então, a saúde também não pode ser perdida do foco e a educação é fundamental para garantir o sucesso das nossas futuras gerações.

O senhor já tem alguma ideia de projeto para ser apresentado aqui na Casa sobre esses assuntos ou sobre algum outro tema?

Sim, já temos projetos para a área de segurança e assistência social, mas vamos deixar um pouquinho guardado até fevereiro para sermos eficazes em nossas medidas. Já estamos preparando esses projetos e em fevereiro começaremos a apresentá-los e divulgaremos amplamente nas mídias, na TV Assembleia e no site da Casa.

Eu imagino que o senhor vai querer participar da Comissão de Segurança. Tem mais alguma comissão que o senhor deseja participar? Tem a ideia de criar alguma comissão especial ou CPI?

Há um desejo, obviamente, pelo fato de ser delegado, de estar na Polícia Civil, de participar da Comissão de Segurança. Mas nós vamos conversar isso com nossos colegas. São 30 parlamentares e nós temos 16 comissões. Então, eu tenho certeza absoluta que há espaço para todos, cada um dentro do seu foco, da sua área de atuação. E de forma harmônica, com diálogo, ponderação e tranquilidade, nós vamos chegar a um consenso, a um denominador comum, para abrir espaço para todos trabalharem, para todos terem um mandato profícuo e que, sobretudo, traga resultado para a sociedade capixaba.

O senhor foi eleito pela coligação de Renato Casagrande (PSB). O senhor continuará na base aliada? Como será a relação com o Executivo?  

Eu pretendo manter uma relação harmônica com o Poder Executivo, dialogar muito com o governador e com a equipe do governador Renato Casagrande, um homem que tem se mostrado sério, comprometido, íntegro e honesto. Então, nós vamos continuar com esse diálogo, obviamente, sem abrir mão do nosso poder de fiscalização. É um dever constitucional que nos impõe, nós fomos eleitos para isso e nós vamos, sim, fiscalizar os atos do Poder Executivo, mas sempre mantendo o diálogo. E o que for bom certamente vai ter o nosso apoio. O que nós consideramos que não é tão bom, tentaremos, pela via da conversa, aprimorar uma proposição, uma sugestão. E tenho certeza que a equipe vai nos ouvir e certamente teremos uma relação harmoniosa. A Casa tem que ser a casa do consenso. Aqui é a casa de falar, ouvir e chegar a uma proposta boa, sobretudo, que agrade à sociedade capixaba. 

O senhor veio da carreira pública. O que te motivou a entrar para a política?

Sobretudo, acreditar em dias melhores e poder dar oportunidade ao cidadão. Infelizmente, hoje, as taxas de desemprego em nosso país são muito altas. O que nós precisamos fazer aqui? Combater a impunidade, o crime, gerar segurança para a população, dar proteção social à família, mas, também, gerar oportunidade de trabalho. Porque é o trabalho que dignifica o homem. E as proposições dessa Casa mudam a vida do cidadão capixaba. Geram emprego, renda e oportunidade para o pai de família. Por isso, que eu fui candidato.

O senhor foi o segundo candidato mais votado. A que o senhor atribui essa votação tão expressiva?

Primeiro eu agradeço ao cidadão capixaba por ter acreditado nas nossas propostas, no nosso trabalho. Falar do número de votos, de ser o segundo mais votado, com 43.293 votos, é muito difícil. Mas eu tenho certeza de uma coisa: o cidadão votou em quem ele acredita. O cidadão pediu renovação porque já não estava mais satisfeito com o status quo, ou seja, com como as coisas vinham caminhado. Então, eu acho que é mais um agradecimento pela confiança. Eu acho que a questão da votação foi fruto, humildemente, do trabalho que nós desenvolvemos ao longo dos anos e da resposta que nós demos à sociedade capixaba.

 

 

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