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Avaliação do Programa Estado Presente mostra que houve queda da criminalidade

Dados relativos aos dois primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018, mostram que houve queda de 9% nos crimes intencionais letais

Por | 11.03.2019

Foto: Ademir Ribeiro/Secom

A primeira reunião de avaliação dos indicadores do eixo de proteção policial do Programa Estado Presente, realizada nesta segunda-feira (11), sob a coordenação do governador Renato Casagrande, revelou o sucesso do trabalho realizado de forma integrada entre as polícias e demais órgãos que atuam no sistema de Segurança Pública e Justiça Criminal no Espírito Santo.

Dados relativos aos dois primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018, mostram que houve queda de 9% nos crimes intencionais letais (homicídios dolosos, latrocínios e lesão com morte), que caíram de 222 para 202, representando a preservação de vinte vidas.

Em relação aos homicídios dolosos (quando há intenção de matar), o Estado registrou, neste primeiro bimestre, o melhor resultado na série histórica iniciada em 1996. No comparativo com o mesmo período de 2018, a queda registrada foi de 215 para 196 casos. A ação integrada das forças policiais também resultou no menor número de homicídios dos últimos 18 anos durante o período de Carnaval.

Mais fortes

“Trabalhando de forma integrada as instituições tornam-se mais fortes do que o crime organizado. Não tenho dúvida”, disse o governador, ao ressaltar que a falta de integração fez com que houvesse aumento da violência em alguns municípios do Estado. “Cada área integrada tem que planejar e realizar seus trabalhos de forma integrada, para que possamos dar segurança e proteção à sociedade”, reforçou Casagrande.

Dos 78 municípios do Espírito Santo, 40 não registraram casos de homicídios dolosos no primeiro bimestre deste ano, entre os quais estão os de Colatina, Afonso Cláudio, Boa Esperança, Rio Novo do Sul, Santa Teresa, Vargem Alta, São Domingos do Norte, Itarana e Itaguaçu. 

m relação a homicídios de mulheres, o Estado também registrou queda na estatística de casos. Foram 19 entre janeiro e fevereiro de 2018, contra 16 no mesmo período de 2019, representando uma redução de 16%.

Um dos resultados mais expressivos em relação à queda no índice de homicídios dolosos no Estado é o apresentado pelo município da Serra, onde em comparação com o ano passado, nos mesmos meses de janeiro e fevereiro, o número de mortes caiu de 48 para 28 (- 42%). Ainda na Região Metropolitana da Grande Vitória, em Guarapari a redução foi de 44%, com diminuição de nove para cinco casos.

Houve queda também nas Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) de Linhares e São Mateus, no Norte do Estado; Cachoeiro de Itapemirim e Alegre, na Região Sul; Colatina e Barra de São Francisco, na Noroeste; Santa Maria de Jetibá, Ibatiba e Venda Nova do Imigrante, na Região Serrana.

Para o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, o resultado não foi por acaso: “Havia uma orientação do nosso governador. No Espírito Santo as pessoas precisam saber que se matarem serão presas. O Carnaval foi um exemplo. Foi o menor número de homicídios dolosos em 18 anos. Uma redução de 31% em relação ao ano anterior. Vimos uma polícia muito motivada, para permitir que o cidadão capixaba participasse do evento em segurança. Agora temos essa primeira reunião de trabalho, para apresentar resultados e traçar diretrizes para continuarmos com essa queda”, acrescentou.

Essência

Responsável pela coordenação executiva do Estado Presente, o secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, ressaltou que a integração é mesmo a essência do Programa Estado Presente. E que ela não envolve apenas as forças policiais, mas também instituições como o Ministério Público e o Poder Judiciário.

Representante do Tribunal de Justiça na reunião, a juíza Gisele Souza falou sobre a permanente interlocução do Judiciário com o Ministério Público e as polícias. O mesmo reforçou o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes. “Percebe-se que todos os órgãos que compõem o Sistema da Segurança Pública estão engajados. O Estado Presente tem que ser visto como um programa de Estado”, argumentou ele.

“Para que apresente as respostas que a sociedade espera, o Sistema de Justiça e Segurança Pública necessita implementar metodologias e estratégias de integração, gestão e governança, e é esse o espírito do Programa Estado Presente”, afirmou Duboc.

Entre diversas as autoridades presentes, participaram da reunião os prefeitos de Viana, Gilson Daniel; de Vila Velha, Max Filho; e de Aracruz, Jones Cavaglieri; e também a vice-prefeita da Serra, Márcia Lamas.

 

 

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