Home Meio Ambiente

Manguezal de Guarapari volta a ter caranguejo-uçá depois de 30 anos

A informação é do agente de desenvolvimento ambiental e recursos hídricos do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), e também gestor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Concha D’ostra, Georges Mitrogiannis Costa.

Por | 28.03.2019

Depois de um longo período, os caranguejos-uçá estão de volta ao manguezal localizado numa área conhecida como “Parque Linear”, entre os bairros Kubitschek e Concha D’Ostra, no município de Guarapari. O último registro oficial de visualização da espécie no local foi há cerca de 30 anos.

A informação é do agente de desenvolvimento ambiental e recursos hídricos do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), e também gestor da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Concha D’ostra, Georges Mitrogiannis Costa. O repovoamento do manguezal, afirmou, vem sendo feito por caranguejos-uçá juvenis e isso significa que esses indivíduos estão voltando ao local mesmo após o evento reprodutivo.

O processo de repovoamento dessa espécie é lento, mas serve como um sinal de resposta da natureza para a recuperação da área. Segundo Mitrogiannis, o Iema, em parceria com a Prefeitura de Guarapari, realizou ações de intervenção para evitar a degradação do manguezal. Entre elas, o aumento da fiscalização tanto das empresas poluidoras da região, quanto do lançamento de esgoto in natura no manguezal. A própria construção do Parque Linear colaborou para frear a degradação.

“Percebemos, até por relatos dos próprios moradores, que há 30 anos não ocorria a andada do caranguejo naquele manguezal e, neste ano, presenciamos uma andada muito grande, principalmente de indivíduos juvenis”, comentou Georges Mitrogiannis.

A andada ocorreu no começo de fevereiro deste ano e os técnicos do Iema ficaram surpreendidos com a rapidez com que o manguezal se regenerou devido às intervenções realizadas.

O último defeso da andada do caranguejo-uçá deste ano será de 7 a 14 de abril. De acordo com a Portaria 034-R de 26 dezembro de 2018, fica proibida a captura, manutenção em cativeiro, transporte, beneficiamento, industrialização, armazenamento e comercialização do caranguejo-uçá, bem como de suas partes isoladas. A proibição visa à preservação e a reprodução da espécie, assim como a recomposição da fauna, evitando o desequilíbrio do ecossistema.

Serviço:

Saiba mais sobre a Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Concha D’Ostra clicando aqui.

 

 

Comentários Facebook


Mais Meio Ambiente

BRK Ambiental leva visitante para tour virtual em estações de tratamento de água e esgoto

Iema utiliza drones em fiscalização e licenciamento ambiental

Manguezal de Guarapari volta a ter caranguejo-uçá depois de 30 anos

BRK Ambiental realiza encontro com funcionários para marcar o Dia Mundial da Água

Veja como Cachoeiro avançou na distribuição de água e no tratamento de esgoto  

Itapemirim investe R$ 3,3 milhões em Estação de Tratamento de Água para garantir fornecimento às futuras gerações

Projeto Nascentes Vivas já protege 32 mananciais em Cachoeiro

Água é considerada boa em apenas 6,5% dos rios da Mata Atlântica

Veja como Cachoeiro avançou na distribuição de água e no tratamento de esgoto  

Futuro ministro do Meio Ambiente responde por ação de improbidade

Cerca é instalada para proteger a restinga da Lagoa do Siri em Marataízes

Córregos de Cachoeiro ganham 131 novos Agentes Ambientais comunitários

Polícia Ambiental premia alunos de escolas de Cachoeiro

PM participa de evento sobre conscientização ambiental

Caminhada ?Juntos Pela Água? movimenta Cachoeiro nesta quarta (15)

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.

© Atenas Notícias e Opinião.
Todos os direitos reservados.

Produção / Cadetudo Soluções Web