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Câmara de Itapemirim abre CPI para investigar repasses na área de saúde

Embora o fator determinante para a abertura da CPI sejam os repasses financeiros, o alvo político é o próprio prefeito de Itapemirim, Dr. Thiago Peçanha (PSDB), que à época era quem também respondia pelo Consórcio.

Por Ilauro Oliveira | 08.05.2019

Com votos dos vereadores Mariel Delfino (PC do B), Leonardo Fraga (DEM), Joceir Cabral (PP), João Bechara (PV), Rogério Costa (PC do B) e Fábio Santos (PSL), foi aberta na noite desta terça-feira (7) uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar se houve irregularidades nos repasses da Prefeitura de Itapemirim para o Consórcio da Saúde CIM Expandida Sul.

Embora o fator determinante para a abertura da CPI sejam os repasses financeiros, o alvo político é o próprio prefeito de Itapemirim, Dr. Thiago Peçanha (PSDB), que à época era quem também respondia pelo Consórcio. Os seis votos para a abertura da CPI são da bancada oposicionista da Casa de Leis, que mostrou força na noite de ontem.

Os vereadores irão analisar as denúncias de supostos desvios feitos em forma de pagamentos à empresa que gerenciava médicos, exames e ambulâncias na cidade. O Consórcio já chegou a ser alvo do NUROC-PCES e do Ministério Público recentemente.

Após a votação, foi feito um sorteio para definir os nomes que comporiam a Comissão. O presidente será Vanderlei Louzada (PSB), o relator Rogério Rocha (PC do B), e o membro Lenildo Henriques (PP). A CPI tem 60 dias para fazer os trabalhos e, ao final, emitir um relatório que será encaminhado ao Ministério Público Estadual.

Segundo um vereador que votou pela abertura da CPI, mas que pediu para não ter o nome citado, já que não é membro da CPI, cerca de R$ 10 milhões teriam sido repassados em 2018 pela prefeitura municipal. Segundo ele, Itapemirim seria o maior repassador de recursos ao Consórcio. Devido ao avançado horário em que a matéria foi apurada, não foi possível confirmar os valores juntos à Prefeitura Municipal de Itapemirim.

A CIM Expandida Sul é um consórcio público de direito público, sem fins lucrativos, criado para promover o planejamento, a coordenação dos esforços e a execução de serviços e ações de saúde. É composto por Alfredo Chaves, Anchieta, Guarapari, Iconha, Itapemirim, Marataízes, Piúma e Rio Novo do Sul.

O consórcio sobrevive financeiramente dos repasses feitos pelas 8 prefeituras. A cada dois anos um prefeito é indicado para presidi-lo. Atualmente o presidente é o prefeito de Anchieta, Fabrício Petri (PMDB), e o vice-presidente Professor Ricardo (PDT), prefeito de Piúma.  

 

 

 

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