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Na Assembleia, prefeito fala sobre área de risco em Rio Novo do Sul

Prefeito e equipe da Defesa Civil do Estado participaram de reunião sobre área atingida por deslizamento de pedras 

Por | 14.05.2019

Foto: Ellen Campanharo

A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos recebeu o prefeito de Rio Novo do Sul, Thiago Fiori Longui, e equipe da Defesa Civil do Estado para falar sobre a situação de deslizamentos de pedras em áreas urbanas do município. A situação mais grave é na comunidade de Santo Antônio. De acordo com o gestor, a obra, fruto de convênio com o governo do Estado, está em execução e as famílias que corriam maior risco foram transferidas.

Longui explicou que, como gestor, teve o primeiro contato com o problema em 2017. “No início do mandato acompanhei a Defesa Civil até a comunidade de Santo Antônio, um local de difícil acesso. Era uma emergência de desastre natural. No mesmo ano, fizemos o mapeamento dessa área, junto com a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros Militar”.

De acordo com o prefeito, a Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) já tinha um projeto de obras para estabilizar a formação rochosa, mas faltava a execução financeira.

“Em março de 2018 recebemos um grande volume de água. Nós recebemos ajuda de vários municípios vizinhos e do governo. Se não tivesse acontecido aquela catástrofe no nosso município, momento em que decretamos emergência, a situação não teria chamado tanto a atenção do Estado”. 

O prefeito informou que a obra está em execução e o poder público removeu 24 famílias que moram no local, conduzindo-as ao benefício de aluguel social. “A obra está sendo executada e nós fazemos monitoramento diário no local. A contenção deve terminar em dezembro desse ano”.

A reunião foi presidida pela deputada Iriny Lopes (PT) e contou com as presenças dos deputados Adilson Espindula (PTB), Lorenzo Pazolini (sem partido) e Emilio Mameri (PSDB).

Aluguel social

Os deputados questionaram se todas as famílias que corriam risco foram retiradas do local. O prefeito explicou que o laudo da Defesa Civil apontava para a necessidade de remoção de 24 famílias, totalizando mais de 70 munícipes. Essas famílias foram realocadas em outras casas e receberam o benefício do aluguel social. Ele acrescentou ainda que a prefeitura vai precisar de ajuda do governo do Estado para manter o benefício para essas famílias e outras que ainda podem precisar de remoção.

“Nós já tínhamos 30 aluguéis sociais no município e esse número foi ampliado por conta dessa situação. Fizemos um trabalho junto com essas famílias, porque muitas vezes existe uma resistência por parte do cidadão. Mas essas famílias já deixaram suas casas com uma residência certa. No decorrer dessa obra, pode ser que a prefeitura precise ampliar esse número. Nesse caso, vamos precisar de uma ajuda porque nós somos uma cidade pequena e com recursos limitados”, explicou. 

A moradora Carla Pedreira também questionou o gestor sobre o perigo iminente no local e a necessidade de transferir outras famílias. Os moradores formaram, inclusive, uma comissão temporária para tratar do assunto com as autoridades.  Segundo o grupo, um relatório da Defesa Civil anterior apontou um número maior de famílias que corriam risco e que deviam ser removidas também. Esses moradores, que totalizam mais de 50 famílias, questionam a decisão de transferir apenas parte dos moradores. 

A reunião foi presidida pela deputada Iriny Lopes (PT), vice-presidente do colegiado. “A questão é o risco para as pessoas. Estrada se reconstrói, casa se reconstrói. Mas quem faleceu ou ficou com sequelas, não tem retorno. As famílias de maior risco já foram retiradas. Agora nós vamos acompanhar a revisão e monitoramento dos riscos para essas outras famílias até que essa obra fique pronta”, explicou a parlamentar. 

O encontro também contou com a participação da secretária estadual de Direitos Humanos, Nara Borgo. A gestora comprometeu a acompanhar a situação e auxiliar a prefeitura diante da necessidade de ampliar o benefício do aluguel social aos moradores. 

 

 

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