Liceu Muniz Freire

Estudantes recriam obras de arte para homenagear Cachoeiro

Na releitura do quadro A Noite Estrelada, de van Gogh, o pico do Itabira faz parte da composição

Por | 06.06.2019

Alunos do Liceu Muniz Freire, uma das escolas mais tradicionais de Cachoeiro, prepararam uma homenagem especial para o município: recriaram obras de artes clássicas inserindo elementos relacionados à cidade.

Esses trabalhos poderão ser conferidos pelo público na exposição “Revelando a Capital Secreta”, que será aberta na Sala Levino Fanzeres, nesta sexta (7), às 19h. É a primeira atividade da programação oficial da Festa de Cachoeiro 2019. 

Uma das obras que ganharam releitura pelas mãos dos alunos foi “A Noite Estrelada”, quadro pintado pelo holandês Vincent van Gogh em 1889. Na versão que será apresentada na mostra, o pico do Itabira compõe o cenário retratado. Já na famosa tela “Abaporu”, da brasileira Tarsila do Amaral, tem destaque a Pedra da Ema, de Burarama. 

A proposta é apresentar uma narrativa sobre Cachoeiro e suas belezas, por meio de linhas e cores, tendo como inspiração os momentos estéticos das Vanguardas Europeias. Além de releituras de pinturas clássicas, a mostra reúne desenhos, colagens, foto-crônicas, poesias concretas e instalações.

A professora Laura Nascimento, curadora da exposição e responsável por orientar toda a produção criativa e artística dos estudantes, relata que os trabalhos, além de representarem as paisagens naturais e os patrimônios materiais de Cachoeiro, também farão tributos a personalidades artísticas relevantes para o município.

“'Revelando a Capital Secreta’ surge da necessidade dos que vivem em Cachoeiro conhecerem melhor a história do município, pois saber a história da cidade significa preservar a memória e isso se traduz na valorização da própria origem, valorização do lugar onde se vive, levando o espectador a construir uma visão de quem ele é e o seu papel no contexto da cidade”, avalia Laura.

Ainda de acordo com a professora, o processo produtivo que os alunos tiveram foi intenso e cheio de descobertas. “Foi um trimestre de estudos sobre a cidade até chegar à produção de projetos que integrasse o conteúdo levantado a uma representação visual que revelasse, de fato, verdades históricas sobre Cachoeiro, através da arte”, completa.

A exposição ficará em cartaz até o dia 9 de julho, com visitação de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 9h às 18h. A Sala Levino Fanzeres fica no térreo do Palácio Bernardino Monteiro, sede da prefeitura, na praça Jerônimo Monteiro, região central de Cachoeiro.

 

 

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