Retomada de investimentos

Renato Casagrande fala sobre desafios da economia em palestra na Findes

O governador também falou sobre as alternativas encontradas para retomar os investimentos no Estado.

Por | 19.07.2019

Foto: Hélio Filho/Secom

O governador do Estado, Renato Casagrande, foi o convidado da reunião do Conselho de Representantes da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), realizada na tarde desta quinta-feira (18), em Vitória. Na ocasião, Casagrande ministrou uma palestra sobre os desafios da economia estadual e nacional. Ele também falou sobre aspectos da Reforma da Previdência.

“Ainda vivemos um período de incertezas políticas e econômicas. Na Reforma da Previdência trabalhei no que achava que devia melhorar e pela inclusão de Estados e Municípios. A ideia da PEC alternativa não é a ideal, mas é a única alternativa. O Senado é a Casa da Federação, tem um debate menos provinciano e pode ser incluída [essa questão]. Todos estão cautelosos sobre o que será feito”, afirmou.

Em relação ao Espírito Santo, o governador lembrou a existência do limite de crescimento das despesas correntes em função do Plano de Ajuste Fiscal, firmado pela última gestão com o Governo Federal. “Por conta desse ajuste, não me permite nem reajustar em cima da inflação”, pontuou.

Casagrande também falou sobre as alternativas encontradas para retomar os investimentos no Estado. “Não posso ficar prisioneiro de gabinete. Como tivemos baixo investimento em infraestrutura nos últimos anos, tive que buscar meios de investir. O primeiro foi o acordo com a Petrobras, que nos possibilitará receber R$ 1,5 bilhão até o final de 2022. Esse valor vai compor o Fundo de Investimento, que enviamos à Assembleia para que usemos todo esse recurso em infraestrutura, que será um dos pilares no desenvolvimento”, afirmou.

O governador também lembrou que, no ano de 2014 - ainda na sua gestão passada –, o Governo captou R$ 1,1 bilhão em recursos para saneamento: “Só que pouco foi feito nos últimos anos e por conta disso ainda temos esse valor para investimento. Fecharemos em 2022 com 85% de esgoto tratado onde a Cesan faz a gestão. Vamos fazer um investimento forte em macrodrenagem, principalmente em Colatina, Cariacica, Vila Velha e Viana”.

Também foi citada pelo governador a aprovação do projeto que autoriza a captação de R$ 1 bilhão para recuperação de rodovias. “Vamos fazer Jacaraípe a Praia Grande, ligando a ES-010, uma região que irá crescer muito com os investimentos portuários. Outro investimento que enviamos para a Assembleia é um empréstimo com o BID para a construção e revitalização de creches. Nosso Estado é um dos com as menores dívidas do país e não podemos ficar parados reclamando da crise", apontou.

Casagrande mencionou ainda os desafios do Governo do Estado, sobretudo, nas áreas da educação e de infraestrutura: “Temos 25 mil jovens com idade escolar, fora das salas de aula. Precisamos e vamos investir em educação e inovação para atrair esses jovens. Nosso Estado é pequeno em população e irá permanecer pequeno, por isso necessitamos ser competitivos. Precisamos estar abertos e ser a porta do Brasil com o mundo e do mundo com o Brasil. Nossa posição estratégica é importante para sermos essa porta. Para isso temos que resolver nosso gargalo logístico”, disse.

O governador encerrou a sua palestra, olhando para o futuro, citando como exemplo o Fundo Soberano do Estado do Espírito Santo (Funses) – que recebeu nessa quarta-feira (17) a primeira transferência de recursos.

“Nosso Fundo Soberano pretende diminuir nossa dependência do petróleo e gás. Será um ativo da população capixaba. Vamos nos associar a empreendimentos estratégicos, ajudando no desenvolvimento regional e que fará efeito daqui a quatro, cinco, dez, vinte anos. Gerando recursos aos capixabas e voltando à população em serviços. Uma forma de sair da dependência de um recurso natural que é finito”, asseverou.

O governador capixaba também abordou temas importantes aos presentes, como planos e desafios na saúde, na geração de empregos e na segurança pública, na qual apresentou os números da redução do índice de homicídios desde a retomada do Programa Estado Presente no início deste ano.


 

 

 

 

 

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