Economia

200 maiores empresas do ES somam R$ 106 bilhões em receita

O Anuário analisou balanços de empresas de quatro setores diferentes (indústria, comércio, serviços e agronegócio), representando 46 atividades econômicas. Dos R$ 106 bilhões, 67% são oriundos da indústria, 19% do segmento de serviços, 13% do comércio, e

Por | 21.08.2019

A receita operacional líquida (ROL) das 200 maiores empresas do Espírito Santo totalizou R$ 106 bilhões, em 2018. Levantamento faz parte do ranking elaborado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), na 23ª edição do Anuário IEL 200 Maiores e Melhores do ES, que será lançado no próximo dia 21 no 3º Fórum IEL de Gestão, no Itamaraty Hall.

O Anuário analisou balanços de empresas de quatro setores diferentes (indústria, comércio, serviços e agronegócio), representando 46 atividades econômicas. Dos R$ 106 bilhões, 67% são oriundos da indústria, 19% do segmento de serviços, 13% do comércio, e 1% do agro.

Das 200 maiores empresas, 134 estão localizadas na Região Metropolitana de Vitória, totalizando uma ROL de R$ 84 bilhões. Desde o início do estudo, em 1997, este é o ano de maior participação de empresas do interior Estado, que com 66 estabelecimentos representaram 33% das 200 Maiores.

A publicação traz ainda o ranking das Melhores empresas do Espírito Santo, a partir da análise agregada de sete indicadores, como rentabilidade do patrimônio líquido, crescimento das vendas, margem Ebitda, dentre outros.

Pela primeira vez o estudo apresenta a avaliação das empresas que se declararam como sendo de base familiar, o que permitiu uma série de análises comparativas entre indicadores de desempenho de Maiores e Melhores.

Ao se comparar empresas que se declararam como sendo de base familiar com as que não declararam e com a média geral das 200 Maiores e Melhores, pudemos analisar que, em relação aos indicadores quantitativos, as empresas de base familiar são menores e de crescimento mais lento, apresentam menor retorno sobre patrimônio líquido e menor margem EBITDA. Esse desempenho não pode ser generalizado, obviamente, pois não limitou que diversas empresas de base familiar pudessem alcançar a liderança em 14 dos 30 reconhecimentos gerais e setoriais entre as Maiores e Melhores.

Com 240 páginas, o Anuário aponta ainda as maiores e melhores empresas em 13 setores – agronegócio, alimentos e bebidas, atendimento hospitalar, atividades profissionais técnicas e científicas, comércio atacadista, comércio varejista, concessionárias de veículos, construção, fabricação de produção minerais não metálicos, operadoras de planos de saúde, serviços financeiros e seguros, tecnologia da informação e transportes – e também a empresa, o empresário e o executivo destaques.

Dados apontam avanços no desempenho das maiores empresas

O valor consolidado do EBITDA (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das 200 Maiores chegou a R$6,68 bilhões, uma variação real de 41% em relação aos dados de 2017, e o Lucro Líquido do Exercício das 200 maiores de 2017 atingiu R$4,05 bilhões, aumento real de 22% em relação a 2017.

A análise de indicadores de desempenho ao longo de uma linha histórica mostra que, se a recuperação é lenta, ela apresenta sinais de consistência nas 200 Maiores e Melhores, considerando por exemplo a variação do EBITDA consolidado em relação ao ano anterior: o indicador que atingiu 0,8% em 2014 (ou seja, variação dos dados de 2014 em relação a 2013), evolui negativamente para -12,7% em 2015, acentua a queda para -39,4% em 2016. No ano seguinte, inverte a tendência de queda e recua para -18,5% em 2017, torna-se positivo atingindo 16,7% em 2018 e alcança 41,3% em 2019 (descontada a inflação)

A variação do Lucro Líquido consolidado das 200 Maiores também apresenta melhoria em relação aos anos anteriores: o indicador que registrou variação negativa de -9,2% em 2014 (ou seja, variação dos dados de 2014 em relação a 2013), evolui positivamente para 6,4% em 2015, e desaba no ano seguinte para -59,8% em 2016. No ano seguinte, inverte a queda e avança positivamente para 4,0% em 2017, acelera a recuperação atingindo 24,4% em 2018 e atinge 22,1% em 2019 (descontada a inflação).

Parcerias e aplicativo

Dentre as novidades do Anuário IEL 200 Maiores e Melhores do Espírito Santo está a parceria firmada com a Fundação Instituto Capixaba de Pesquisas em Contabilidade, Economia e Finanças (Fucape), que utilizou ferramentas de Business Intelligence (BI) para chegar aos resultados e oferecer uma série de comparativos, trazendo mais credibilidade ao Anuário e servindo de base para a tomada de decisão dos gestores. Os novos referenciais comparativos permitem analisar os resultados da empresa em relação ao desempenho das empresas do mesmo setor listadas na Bovespa/B3.

“A Fucape busca a aproximação do mercado com a academia. Essa parceria com o IEL, entidade ligada à Findes, vem como uma forma de aperfeiçoar esse nosso trabalho, tratando informações das empresas, mostrando a realidade do mercado. Somos uma escola de negócios, que trabalha com a gestão, com os dados, com uma visão futura, com o negócio da empresa de modo geral. Fazer essa análise é nossa expertise. Coletamos os dados, processamos, analisamos e geramos informações úteis para alguém tomar decisões, seja o gestor ou o mercado”, disse o diretor-presidente da Fucape, Valcemiro Nossa.

Outra novidade que será lançada durante o 3º Fórum IEL de Gestão é o aplicativo do Anuário, desenvolvido pela Tegrus, empresa capixaba especializada em transformação digital, que contará com os dados de todas as 23 edições da publicação. Com essa ferramenta, todo o conteúdo poderá ser acessado on-line em qualquer momento de qualquer lugar. “Será possível fazer também pesquisas por palavras-chaves, garantindo mais facilidade e velocidade para a leitura de determinados conteúdos”, explicou Felipe Lomeu, Head of Growth da Tegrus.

50 anos e conquistas

No ano do cinquentenário do IEL-ES, o superintendente da entidade, Paulo Lacerda, reforça que essas parcerias representam o trabalho que vem sendo desenvolvido pela entidade, de entregar ao cliente valor ao seu negócio de maneira sustentável. Ele pontuou algumas conquistas, que vão desde novos produtos, reformulação de programas e o desenvolvimento de novos negócios.

Na educação executiva, por exemplo, o IEL-ES capacitou milhares de pessoas e hoje possui mais de oitenta programas de formação empresarial disponíveis, de curta, média e longa duração como os MBAs nas áreas de Qualidade e Produtividade e Lean Manufacturing.

“Estamos redefinindo todo o nosso portifólio para que o IEL seja um indutor dos desafios do segmento industrial, visando alcançar a indústria 4.0. A parte mais visível da indústria 4.0 é o conjunto de tecnologias, como IoT, robotização, sensorização de equipamentos, e outros, mas sem um sistema de gestão operado por bons gerentes não se chegará lá”, explicou Lacerda.

Outro braço do IEL-ES, a consultoria em gestão voltada para implantação de boas práticas que visam melhoria dos resultados financeiros e de processos, se consolida ano a ano. Prova disso é que a entidade abriu o credenciamento para novos consultores para a ampliação do seu banco de parceiros em novos temas da gestão.

No Prodfor, o quadro de mantenedoras aumentou com a entrada do Estaleiro Jurong Aracruz, que se junta a 10 outras grandes empresas; e o IEL vem desenvolvendo quatro novos escopos de certificação, que estarão disponíveis no fim de 2019, que serão Eficiência Operacional, Eficiência Energética, Inovação e Compliance. “São pontos que as mantenedoras querem induzir na sua cadeia de fornecimento”, comenta Lacerda, ao destacar que os atuais são Qualidade, Ambiental, Saúde e Segurança e Fiscal, Financeiro e Trabalhista.

Reconhecido pela sua interação forte com as universidades, o IEL vem fortalecendo o Prêmio IEL de Estágio, criado há 12 anos, visando dar reconhecimento ao estagiário que consegue encontrar, acompanhado por um professor, solução para um desafio da indústria.

 

 

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