Duas por dia

Em cinco meses, 350 empresas simples de crédito são criadas no país

O novo modelo deve injetar cerca de R$ 20 bilhões por ano nos pequenos negócios e na economia do país

Por | 30.09.2019

Fonte: Agência Brasil  São Paulo

Nos últimos cinco meses, 350 empresas simples de crédito (ESCs) foram criadas no país, uma média de duas por dia. O novo modelo de pessoa jurídica, espécie de microfinanceiras locais, autorizado por lei desde, possibilita aos proprietários de micro e pequenas empresas obter crédito com juros mais baixos e menos burocracia. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Segundo a Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, o novo modelo deve injetar cerca de R$ 20 bilhões por ano nos pequenos negócios e na economia do país. O balanço apresentado pelo Sebrae mostra que apenas dois estados ainda não possuem esse novo modelo de negócio: Acre e Rondônia ainda não contam com nenhuma ESC.

São Paulo, onde foi criada a primeira empresa dessa natureza, lidera o ranking com 121 ESCs em operação. Paraná vem na segunda colocação (28), seguido de Minas Gerais (26), Santa Catarina (25) e Rio Grande do Sul (23).  

O balanço mostra que o capital total de todas as ESC no Brasil é de R$ 168 milhões, sendo o menor de R$ 4 mil e o maior de R$ 10 milhões. De acordo com o levantamento, o aporte mais frequente nesse tipo de financeira local é de R$ 100 mil.

Meta é de mil empresas até o ano que vem

A expectativa do Sebrae era de que o número de empresas chegaria a 300 até o fim de 2019. A meta é somar mil empresas até 2020.

“Assim como a criação do Microempreendedor Individual (MEI) e do Simples Nacional, a Empresa Simples de Crédito foi uma das grandes vitórias dos pequenos negócios, que agora têm um acesso mais fácil ao crédito, sem a burocracia das instituições financeiras e os juros altos”, disse o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Segundo o Ministério da Economia, pessoas físicas podem abrir uma ESC em suas cidades e emprestar dinheiro para pequenos negócios, como cabeleireiros, mercadinhos e padarias. Não há exigência de capital mínimo para a abertura da empresa, mas a receita bruta anual permitida é de no máximo R$ 4,8 milhões, vedada ainda a cobrança de encargos e tarifas.

Conforme pesquisa do Sebrae realizada em 2018, só 14% dos pequenos negócios tomaram novos empréstimos em bancos tradicionais. O levantamento também indicou que 61% avaliam que o serviço é ruim ou muito ruim, sendo a pior avaliação dos últimos seis anos. A principal dificuldade para 47% dos entrevistados é a taxa de juros muito alta.

 

 

Comentários Facebook


Mais Economia

BC organiza mutirão de renegociação de dívidas antes do Natal

Empresa aposta em segmento de festas em Presidente Kennedy

Banestes inaugura agência com foco em investidores

Receita paga hoje as restituições do 6º lote do Imposto de Renda

Espírito Santo ocupa 2ª posição em ranking de liberdade econômica do País

Seis em cada 10 empresários pretendem investir nos próximos 12 meses

Victor Coelho estimula ambiente de negócios com adesão ao Programa Cidade Empreendedora do Sebrae

Vendas no Natal devem movimentar R$ 60 bilhões na economia, aponta pesquisa

Presidente Kennedy debate desenvolvimento econômico

“Vivemos a grande virada da economia do Espírito Santo”, diz vice-presidente da Findes

Energia fotovoltaica: investimento para empresas que querem reduzir custos

Empresas do setor de rochas ornamentais têm acesso ao crédito no Bandes

Brasil tem 5 milhões de pessoas superendividadas

Mariana vê melhora econômica e aguarda Samarco após 4 anos da tragédia

Mutirão do Procon vai facilitar pagamento de dívidas em Cachoeiro

É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.

© Atenas Notícias e Opinião.
Todos os direitos reservados.

Produção / Cadetudo Soluções Web