Euclério Sampaio

Deputado do ES pede prisão de presidente da Renova

CPI da Sonegação deve decidir sobre pedido de prisão de Roberto Waack na quinta-feira

Por | 02.10.2019

Foto: Tati Beling

O deputado Euclério Sampaio (sem partido) pediu a prisão preventiva do diretor-presidente da Fundação Renova, Roberto Silva Waack, na noite desta terça-feira (1º), durante reunião extraordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação da Assembleia Legislativa (Ales). O requerimento de prisão deve ser votado pelos membros da comissão nesta quinta-feira (3), às 11 horas, quando será retomada a reunião da CPI, que acabou suspensa.  

Euclério, que é vice-presidente do colegiado, fundamentou seu pedido no fato de Waack supostamente ter mentido em seu primeiro depoimento à comissão, mesmo sob juramento. Além do diretor-presidente, outros executivos da Renova foram novamente convocados a prestar esclarecimentos ao colegiado sobre a atuação da Fundação criada em 2016 para reparar danos sociais e ambientais causados pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério da Samarco, em Mariana (MG). 

Logo no início da reunião, foi lida decisão liminar do Tribunal de Justiça concedendo habeas corpus preventivo – recurso jurídico que exclui a possibilidade de submeter os convocados a medida privativa de liberdade – e assegurando aos executivos o direito de serem assistidos por advogados durante os depoimentos. Também foi interpelada pela CPI a diretora de Planejamento e Gestão da Renova, Cynthia May Hobbs Pinho. Os três convocados acabaram não sendo ouvidos e devem depor na quinta-feira. 

O relator da CPI, deputado Marcelo Santos (PDT), disse que Waack mentiu ao afirmar em depoimento prestado em 14 de agosto que a Renova não estaria mais usando o polímero Tanfloc no tratamento de água à população. “O senhor disse que há mais de dois anos o Tanfloc deixou de ser usado indevidamente no tratamento de água destinada à população. O que na realidade não foi, conforme ofício da Sanear”, apontou Marcelo Santos. Waack respondeu dizendo que a Renova não usa mais a substância e que desconhece se a mesma é usada por outras empresas. 

O relator apresentou o ofício do Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear) atestando que a substância só deixou de ser usada após ação civil pública provocada por denúncia da Assembleia Legislativa. Marcelo Santos também afirmou que Waack mentiu ao declarar não ser réu em ação sobre extração ilegal de madeira. De acordo com o deputado, o Ministério Público Federal encaminhou à CPI ofício que atesta a condição do executivo como réu em ação nas esferas cível e criminal. 

Seguro

Euclério Sampaio questionou o pagamento de seguro de R$12,3 bilhões à Samarco por conta do rompimento da barragem de Fundão. “Esse parlamento não pode ficar de braços cruzados vendo essa empresa criminosa enriquecer ilicitamente”, afirmou. O deputado aventou a possibilidade de a seguradora estar isenta do pagamento do valor, devido às circunstâncias do rompimento, e propôs aos colegas para que o pagamento seja suspenso até que a CPI apure se existe direito ou não ao recebimento dos valores. 

“Levando em consideração o que o Ministério Público Federal provou, a Samarco já sabia que o desastre aconteceria”, apontou o parlamentar. O pedido de ofício às seguradoras para que seja feita a suspensão do pagamento das indenizações à Vale, Samarco e BHP foi apoiado pelos demais membros. Outro requerimento de Euclério, para a convocação dos presidentes da Vale, Samarco e BHP, deve ser analisado na retomada dos trabalhos, na quinta-feira.  

 

 

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