Segundo semestre de 2020

Samarco confirma retorno de atividades no próximo ano, diz governador

As licenças ambientais definitivas deverão ser emitidas até o dia 25 deste mês, de acordo com o dirigente da mineradora. As operações em Mariana (MG) começam imediatamente após a emissão das licenças.

Por | 08.10.2019

Foto: Renato Cobucci/Governo de MG

 

O governador do Estado, Renato Casagrande, esteve reunido, nesta segunda-feira (7), em Minas Gerais, com o diretor-presidente da mineradora Samarco, Rodrigo Alvarenga Vilela. Ele afirmou que as operações da empresa no Espírito Santo serão retomadas no segundo semestre de 2020. As licenças ambientais definitivas deverão ser emitidas até o dia 25 deste mês, de acordo com o dirigente da mineradora. As operações em Mariana (MG) começam imediatamente após a emissão das licenças.

Logo após o encontro, Casagrande ressaltou a importância da retomada da empresa para o desenvolvimento do Estado e de toda região sul. “A possibilidade de retomada mesmo que parcial é importante para o Estado, principalmente para o litoral sul capixaba. Gera expectativa de mais emprego e atividade econômica. Atendidas às exigências ambientais é importante que se retome”, afirmou o governador.

Participaram ainda da reunião: o secretário de Estado de Governo, Tyago Hoffman, o diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Maurício Duque, e o gerente de Meio Ambiente da Samarco, Márcio Perdigão. Os representantes da empresa informaram ainda que as operações em Anchieta retomam no segundo semestre de 2020 com 26% de sua capacidade operacional. 

Reunião

Em seguida, Casagrande se reuniu com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, com o diretor-presidente da Fundação Renova, Roberto Waak e outros membros da diretoria; além do prefeito de Mariana, Duarte Gonçalves Júnior, e de diversos órgãos públicos, como Ministério Público Federal, Procuradoria do Estado de Minas e a Promotoria de Justiça. Na ocasião, o governador capixaba ressaltou a importância da celeridade das ações da Fundação Renova.

“Nossa preocupação é que sejam desenvolvidas as ações com maior velocidade e justiça. O investimento precisa deixar um legado. Além das indenizações, também é preciso que fique um legado de cobertura florestal, de infraestrutura, de saneamento, de abastecimento de água e, principalmente, de formação profissional a quem foi atingido e perdeu suas profissões”, afirmou o governador do Espírito Santo.

Casagrande foi incisivo ao mostrar as dificuldades no modelo de gestão adotado para a recuperação da Bacia do Rio Doce:

“Uma reunião dessa, com um nível de complexidade, chega ao final de forma frustrante. Vejo que as decisões são muito burocráticas. O desastre de Brumadinho aconteceu após e vejo que as ações de reparação estão mais rápidas do que o formato que se viabilizou em Mariana. Acho que temos que seguir no caminho de fortalecimento e agilidade do Comitê Interfederativo. Cobramos soluções da Renova. Precisamos de uma agilidade maior para que o essencial para reparar a bacia seja realizado. Não vamos deixar de lado o Comitê e, de fato, os Ministérios Públicos Federal e dos dois Estados, juntamente com a Justiça, temos condição de dar agilidade para decidirmos o que deve ser prioridade”, apontou.

O governador mineiro também cobrou uma maior agilidade nas respostas ao desastre. “A nossa entrada para colaborar e ajudar já causou efeito positivo. Temos acompanhado o desenrolar das ações e observamos uma sensível melhoria. O que nós queremos é que esse trabalho seja agilizado. Devemos lembrar que o intuito da Fundação Renova é atender os anseios e os danos causados pela tragédia de Mariana, e nós não podemos perder o foco. Nós estamos aqui para resolver os problemas de quem foi afetado pela tragédia, sempre lembrando de quem realmente está lá na ponta. Não podemos perder esse norte”, disse Zema.

 

 

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