Artigo de Ilauro Oliveira

Antes de entregar presidência do PSB, Bastos tentou agenda com Casagrande durante 4 meses

Ao entregar presidência, o vereador dá sinais claro de sua saída do partido

Por Ilauro Oliveira | 14.10.2019

O vereador Alexandre Bastos anunciou na última sexta-feira (11) sua renúncia à presidência do PSB-Cachoeiro. A decisão, que precede a sua provável saída do partido em março do ano que vem, foi reflexo de um amadurecimento longo.

E durante esse tempo, Bastos vinha tentando fazer uma conversa reservada com o governador Renato Casagrande, maior liderança do partido. Desde julho desse ano o vereador vem tratando essa possibilidade, mas a agenda do governador não permitiu o encontro.

Mesmo em sucessivas agendas fora do estado, principalmente em Brasília, e mais recentemente em sua viagem para a Itália, Casagrande vinha deixando em aberto o encontro. Porém acabou não ocorrendo.

Embora Alexandre Bastos compreenda que a desenvoltura do cargo de Casagrande não lhe permita ocupar-se de questões mais internas do PSB, ficou nítido que o desencontro entre ambos causou frustração.

E isso por uma questão simples. Ele é um dos precursores do partido, filiado há vinte anos, e vereador há seis mandatos consecutivos, além de suplente de deputado estadual. Portanto, por esse motivo e não por acaso, a carta de renúncia ao presidente estadual da sigla, Carlos Roberto Rafael, teve uma cópia endereçada ao governador Renato Casagrande. 

Na carta, Alexandre afirma que sua renúncia está relacionada ao quadro pré-eleitoral:  "Como sou pré-candidato a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim dentro do PSB e, ao mesmo tempo, a direção do partido já declarou como sua prioridade a reeleição do prefeito municipal, e para não criar nenhum constrangimento e nem atrapalhar nenhuma articulação política, prefiro sair da direção do PSB local, contribuindo mais uma vez para o partido seguir em frente nos seus desafios".

Alexandre Bastos não vinha escondendo seu desgaste com a cúpula do PSB, ao qual pertence o atual prefeito de Cachoeiro, Victor Coelho. O vereador, inclusive, não nega ter recebido o convite para filiar-se a pelo menos outras cinco siglas: DEM, PDT, PRB, PSDB e PV.

Se as lideranças do PSB não acreditavam na possibilidade de saída do vereador, por conta do seu longo histórico partidário, caíram do cavalo. Claro que ainda pode haver um convencimento, havendo conversa. Mas, o que parece mesmo é ida sem volta.

 

 

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