Protestos

Bombeiros e policiais cobram reposição de perdas ao Governo do Estado

Categorias rejeitaram proposta do Executivo e apresentaram suas demandas em reunião concorrida da Comissão de Segurança na manhã desta segunda (10)

Por | 10.02.2020

Foto: Lucas Siva

Profissionais da segurança pública lotaram as galerias e o Plenário Dirceu Cardoso da Assembleia Legislativa (Ales) durante a reunião da Comissão de Segurança nesta segunda-feira (10). Representantes de entidades sindicais dos Bombeiros, Policiais Civis e Militares cobraram valorização salarial das categorias.

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Desde maio de 2019 os servidores criaram a Frente Unificada de Valorização Salarial dos Policiais Civis e Militares e Bombeiros Militares para articular as demandas da área junto ao governo do Estado.

Os representantes das associações e sindicatos cobram do governo reposição de perdas salariais dos últimos dez anos. As categorias alegam que recebem as piores remunerações do País e pedem equiparação dos salários à média nacional.

O governo apresentou, no início do mês, uma proposta de 4% de reajuste salarial por ano até 2022, começando em 2020. As categorias não acataram a proposta porque afirmam que as perdas salariais desde 2008 devido aos índices de inflação chegam a 45,22%.

As entidades representativas de classe pedem mais diálogo com o governo do Estado. O Executivo irá se reunir com representantes da frente unificada na próxima quinta-feira (13) para debater a questão. A Comissão de Segurança vai participar do encontro.

Demandas

As associações e sindicatos apresentaram um documento à comissão com um resumo das principais reivindicações. São elas: recomposição salarial de 12%, revisão geral anual, incorporação de escala especial, incorporação de percentual de função gratificada de 15% e abertura de concursos públicos para suprir a defasagem de servidores, entre outras.

A Comissão de Segurança ouviu os representantes das categorias durante a reunião. O cabo Carlos Jackson Eugênio da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo falou das dificuldades dos servidores.

“É vergonhoso passar pela situação que vivemos. Nossa tropa está adoecendo, passando por dificuldade financeira. Clamamos aos deputados e ao governo que valorize o profissional da segurança. Estamos morrendo em defesa da sociedade capixaba e não estamos sendo valorizados”, declarou. 

O vice-presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado (Adepol), Rodolfo Laterza, ressaltou que a intenção é dialogar com o governo para efetivar os pleitos das categorias.

“Através da Frente Unificada de Valorização Salarial queremos que o governo efetivamente aplique os índices estabelecidos na nossa proposta porque ela cabe no Orçamento e está em consonância com responsabilidade fiscal. O governo tem condições de aplicar os reajustes. A frente está à disposição para uma negociação concreta que valorize o nosso policial. Porque nós não podemos continuar com o pior salário do Brasil”, concluiu.

Participaram da reunião as seguintes entidades: Sindicato dos Delegados de Polícia-ES, Associação dos Militares da Reserva-ES, Associação dos Subtenentes e Sargentos da PM/BM-ES, Associação dos Oficiais Militares-ES, Sindicato dos Investigadores, Associação dos Investigadores da PC, Associação de Cabos e Soldados PM/BM-ES, Associação dos Bombeiros Militares-ES, Sindicato dos Peritos Oficiais-ES, Sindicato dos Inspetores Penitenciários, Sindicato dos Agentes Socioeducativos e Associação dos Agentes de Polícia.

Visitas técnicas

Ainda durante a reunião, o presidente da comissão, deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL), leu relatórios de visitas técnicas a unidades de segurança do Estado realizadas no recesso parlamentar. O colegiado visitou os seguintes locais: Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim; Complexo Penitenciário Estadual do Xuri (Vila Velha) e Plantão da Delegacia Regional de Cariacica, localizada provisoriamente em Cobilândia, Vila Velha. Também foram realizadas visitas aos Serviços Médicos Legais (SMLs) de Linhares e de Colatina.

De acordo com Bahiense, durante a visita técnica à penitenciaria de Xuri a comissão identificou que havia apenas 10 inspetores penitenciários para os mais de 1.400 internos.

“Uma situação lamentável, apenas 10 inspetores para mais de mil detentos enquanto a legislação exige o limite de cinco detentos para cada agente. Além de problemas nos prédios e nas vias de acesso à unidade, o que prejudica os profissionais”, alertou o deputado.

Já nos SMLs de Linhares e Colatina o parlamentar afirmou que as unidades não tinham as devidas condições para os servidores atuarem, além da defasagem de servidores. A Comissão vai encaminhar ofícios à Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e ao governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), detalhando as condições dos locais visitados e solicitando as providências.

 

 

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